Posted in ando ouvindo on 12/16/2009 03:25 am by Tatiana
Não coloquei nenhuma faixa para degustarem no último post então estou postando exclusivamente para isso. Se tiver um tempinho em que possa focar sua concentração para escutar esta música da CéU, faça. Tente dar total foco a audição porque esta música é simplesmente linda.
Tem um sujeito carioca que converso pela net. Conheço pouco da vida dele. Nossas conversas resumesse a música. Depois do primeiro contato com “Oi” as primeiras perguntas são sempre “já escutou tal álbum”. É praticamente um intercâmbio científico musical. Detalhe que discordamos de praticamente tudo. Principalmente qual é o melhor álbum do Wilco. Mas há sempre as exceções. A última foi Céu que ele me indicou.
Nunca tive instiga pra escutar Céu porque imaginava que seria a mesma coisa que se tem por aí nessas cantoras hype da MPB tipo Vanessa da Mata, Maria Rita, etc. E eu não tenho muito saco pra isso. Apesar de não achar totalmente tóxico. Mas Céu não se encaixa na mesmice. Mesmo dizendo que não se ofende em ser classificada como MPB, o som que ela faz esta longe da tradicional música que ouvimos nas rádios. Normalmente curto músicas lentas que fazem “barulhinhos” legais. Aqueles barulhinhos feitos por aparelhagem eletrônica que fazem uma música sem graça ficar legal. E foi isso que mais me agradou neste álbum. Céu vai além do samba e MPB. Seu segundo álbum (o que comecei a ouvir) pode dar uma má impressão com a faixa de abertura. Um samba simples só com voz e cavaquinho. Mas em Cangote da pra ter total noção das boas misturas que ela e sua equipe conseguiram fazer. Sonâmbulo, uma espécie de “rap gingado”, é outra faixa que demonstra bem diversidade do disco que tem jazz, reggae e outras coisas que eu mal sei descrever. É uma álbum bom pra relaxar. Para dias que você esta sozinha em casa (sempre) e quer ficar na cama olhando pro teto (só eu faço isso provavelmente).
Posted in ando ouvindo on 12/01/2009 01:06 am by Tatiana
Vou falar um pouco mais sobre coisas boas da terra. O novo álbum do Otto primeiro foi lançado no exterior (EUA) pra depois de ser elogiado por lá vir a ser comentado por aqui. E foi num desses comentários que fiquei muito curiosa e fui escutá-lo. Mesmo adorando o sotaque dos cantores pernambucanos nunca parei pra escutar este sujeito. E foi muito bom escutar este álbum e gostar logo de cara. Um instrumental impecável, letras poéticas, arranjos sensacionais e uma forma de cantar avassaladora. As participações especiais que incluem Céu, Julieta Venegas, Lirinha e Catatau deixam o álbum mais especial ainda. Abaixo uma mostra do que é este álbum. Que guitarra e que vocal inspirado do Otto. Vício na certa.
Posted in pensamentos on 11/09/2009 04:54 pm by Tatiana
Estava na casa da minha tia neste último fim de semana e resolvi assistir o DVD do Gonzaguinha que ela acabara de comprar. O DVD é de um programa feito pela Rede Globo em 81. Antes de assistir o programa, fiquei alguns minutos olhando a capa que tem uma bela foto de Gonzaguinha e fiquei pensando comigo: “Como ele era bonito”.
“Chega de tentar dissimular
E disfarçar e esconder
O que não dá mais pra ocultar
E eu não quero mais calar” (Não Dá Mais Pra Segurar)
O show começa com esses versos e logo me pergunto onde estão os artistas brasileiros que conseguiam emocionar a massa. Ou melhor, onde esta a massa que se deixava emocionar com coisas belas como Gonzaguinha? Eu sei que eles existem. Os dois. O público e a música. Só não sei onde estão.
Assisti ao show apreensiva porque eu não sabia muito bem o que me aguardava. Eu não conhecia totalmente sua obra e a cada verso tentava advinhar o que ele ia dizer. Falhava sempre. Ele era surpreendente. Me espantava a cada olhar para a câmera e sua forma natural de cantar. Nenhuma força. Parecia apenas que estava conversando. Bom, não posso omitir aqui neste texto que eu chorei. Chorei. E acho que minha tia não entendeu bem. Ninguém da minha família sabe o quão sentimental sou (as vezes tento me enganar dizendo que não sou =P).
“Eu preciso é ter consciência
Do que eu represento nesse exato momento
No exato instante na cama, na lama, na grama
Em que eu tenho uma vida inteira nas mãos.” (Ponto de interrogação)
Passam as música e a beleza de Gonzaguinha aumenta. Em “Mergulho” já estou entregue e aquela beleza que no ínicio eu apenas enchergava, agora consigo sentir. Desculpa o drama =).
“No exato momento, no exato instante
Em que nós mergulhamos
É preciso entender
Que não estamos somente matando
Nossa fome na paixão
Pois o suor que escorre, não seca, não morre
E não pode e nem deve nunca ser em vão” (Mergulho)
O DVD esta a venda na Americanas por apenas 10 reais. Fica a dica.