Posted in ando ouvindo on 07/15/2010 01:27 am by Tatiana
Cada dia que passa tenho mais certeza que não deveria ter um blog. Eu não sei escrever. Não sei descrever como as horas passam rápido quando escuto esse álbum da Regina. Não sei falar sobre esses arrepios que sinto quando escuto as “batucadas” de “Poor Little Rish Boy” e como fico ansiosa ao esperar que “Ode to divorce” comece (não sei porque aqueles segundos de silêncio antes =)). Difícil explicar como é me controlar no meio da rua quando escuto “Carbon Monoxide”. Fico com uma vontade imensa de sair cantando “Walk-a,walk-a, walk-a, walk-a, walk-a, walk you home” nas alturas. Que música, que melodia. Ainda tem a fofíssima “Us” pra dar aquela sensação de que sem música pop não conseguimos viver. A única vez que escutei a voz da Regina Spektor foi na sua música mais famosa aqui no Brasil (Fidelity), e eu não tinha reparado de como era linda. Talvez por ser uma música mais complexa, diferente das desse álbum que são mais cruas. Até na punkzinha “Your Honor” deixa claro a versatilidade do vocal da moça.
Que capa é essa, brotha?
Engraçado o fato do show da Regina Spektor ter sido anunciado apenas 1 semanas após eu ficar completamente encantada com o Soviet Kitsch. Apesar de que provavelmente não vou porque estou completamente revoltada com esse festival ridículo que esta cobrando um valor absurdo. Mas isso já é outro assunto.
Posted in vídeos on 04/24/2010 03:52 am by Tatiana
Eu assisto American Idol. Mesmo com todo o preconceito em cima do programa, ele é muito mais do que as pessoas pensam. É lógico que tem as coisas toscas que todo programa americano tem, mas tem também excelentes cantores com gostos musicais diversos que sabem fazer versões lindas(as vezes isso não acontece, claro). Eu não escuto as músicas que os vencedores do programa vão gravar pelo fato de que eles sucumbem aos interesses das gravadoras. Eu acompanhei 2 edições (estou na terceira) e gostei dos dois vencedores e se eles tivessem liberdade de fazer o som deles eu provavelmente gostaria de escutar. Mas isso nunca acontece.
O fato é que esse ano eu sinto que vai ser diferente. Se o resultado deste ano não tiver como vencedora a Crystal Bowersox este programa será um fiasco pois nenhum outro chega perto do nível que a Crystal se encontra. Ela é uma artista pronta que estava perdida pelo submundo americano. Quando vemos artistas como a Crystal pensamos em como o mundo deve estar escondendo pessoas fantásticas. Além de ter uma voz incrível, transmitir emoções nas apresentação, ela tem uma personalidade incrível. Ela sempre fala com muita clareza, demonstra ser extremamente simples e nunca se mostrou superior a ninguém. Ela é uma pessoa admirável. A cada apresentação de Crystal temos plena certeza que vamos ver coisas bonitas e principalmente de bom gosto. Suas escolhas estão longe do pop pastelão (seu estilo é entre rock/folk/country) e ela toca violão/guitarra/piano divinamente. Não se trata de nenhuma wannabe. A Crystal é uma artista invejável. Eu resolvi escrever esse post porque na última apresentação a Crystal me fez chorar feito criança. E se a qualquer momento eu assistir a apresentação dela eu vou chorar novamente porque foi uma apresentação memorável. Assistam o vídeo abaixo e confirmem o que eu disse.
PJ Harvey sempre foi uma icógnita pra mim. Nunca escutei direito, nunca tive instiga para isso. Mas eis que uma moça um dia disse-me: “Escute o “Songs from the city, songs from the sea”. E quando escutar “Kamicaze” lembre-se de mim”. E começou a cantar “Kamicazeeeee, kamicazeeee”. Louca.
Bom, mas foi desse jeito que a instiga bateu e fui conferir este álbum que é bem bom mesmo. Pj Harvey tem um jeito único de cantar e suas músicas vão da simplicidade a complexidade em pequeno detalhes. A música com participação do Thom Yorke é uma pérola. Linda. E “Kamicaze” sem dúvidas é um rock que fica pra “história”. Pesado e destruidor de timpanos (bom escutar bem alto).
Posted in tags for on 12/22/2009 04:25 pm by Tatiana
definições: blues, soul, country, mulher, guitarrista, solista, voz poderosa, voz delicada, dor, dor feminina, sofrimento, música de mulherzinha, músicas alegrinhas, música sexy, rock n’roll, fossa, lágrimas, gritos, desejos, desejos impossíveis, arrenpedimento, homens, “ah, os homens”.
– Soul Of A Man – Susan Tedeschi (do álbum Hope and Desire)
Tem um sujeito carioca que converso pela net. Conheço pouco da vida dele. Nossas conversas resumesse a música. Depois do primeiro contato com “Oi” as primeiras perguntas são sempre “já escutou tal álbum”. É praticamente um intercâmbio científico musical. Detalhe que discordamos de praticamente tudo. Principalmente qual é o melhor álbum do Wilco. Mas há sempre as exceções. A última foi Céu que ele me indicou.
Nunca tive instiga pra escutar Céu porque imaginava que seria a mesma coisa que se tem por aí nessas cantoras hype da MPB tipo Vanessa da Mata, Maria Rita, etc. E eu não tenho muito saco pra isso. Apesar de não achar totalmente tóxico. Mas Céu não se encaixa na mesmice. Mesmo dizendo que não se ofende em ser classificada como MPB, o som que ela faz esta longe da tradicional música que ouvimos nas rádios. Normalmente curto músicas lentas que fazem “barulhinhos” legais. Aqueles barulhinhos feitos por aparelhagem eletrônica que fazem uma música sem graça ficar legal. E foi isso que mais me agradou neste álbum. Céu vai além do samba e MPB. Seu segundo álbum (o que comecei a ouvir) pode dar uma má impressão com a faixa de abertura. Um samba simples só com voz e cavaquinho. Mas em Cangote da pra ter total noção das boas misturas que ela e sua equipe conseguiram fazer. Sonâmbulo, uma espécie de “rap gingado”, é outra faixa que demonstra bem diversidade do disco que tem jazz, reggae e outras coisas que eu mal sei descrever. É uma álbum bom pra relaxar. Para dias que você esta sozinha em casa (sempre) e quer ficar na cama olhando pro teto (só eu faço isso provavelmente).