Posts Tagged ‘ieu’

Quando tudo parece estar bem…

Fiquei com vontade de escrever sobre todos os problemas que enfretei recentemente aqui em São Paulo. Listar todas minhas decepções com as pessoas, falar de injustiças, falta de caráter e de amizade. Tenho muito coisa pra falar, mas tudo só será contado se for numa mesa de bar porque eu não quero mais perder meu tempo com bobagens. As vezes é preciso estar na merda pra ver quem realmente se importa com você. É fácil assim. O mais impressionante é receber apoio de quem você menos espera.
Força é um troço que você não sabe de onde tira. Choro é uma coisa que acontece sem você querer e as lágrimas caem por quem não merece. E a felicidade acontece da forma mais inesperada. Hoje, agora, eu sinto uma vontade imensa de chorar por estar feliz. Estou feliz porque estou trabalhando num lugar onde todos os meus anseios são supridos, moro na cidade que há anos eu desejava, conheço pessoas que falam a minha língua e acabei de descobrir que amigos podem estar onde você nem imagina. Apesar de ainda viver com os piores problemas que alguem pode ter (preocupações com a família), eu provavelmente estou passando por uma fase que não sabia que existia. A de ser feliz.

E como vai minha vida? Alguém quer saber?

Três semanas que cheguei em São Paulo, mas pra mim parece que fazem meses por conta da quantidade de coisas que aconteceram. Consegui arranjar emprego em apenas uma semana. Na verdade tive duas propostas, comecei a trabalhar em uma delas, depois iria para a outra, mas acabou que não fiquei em nenhuma das duas. Agora sou oficialmente funcionária pública. São Paulo me deixou maluca em menos de 1 mês. Estou sã novamente e fazendo planos pra fincar minha vida aqui sem esquecer do lugar onde estão minha família e meus poucos amigos. São tantas coisas pra pensar que minha cabeça gira loucamente. Ainda não senti metade da saudade que acho que vou sentir das pessoas que estão lá longe. Eu me engano, mas sou uma sentimental idiota.

Ando com medo de virar consumista aqui. Tem tanta coisa legal que dá vontade de sair comprando lojas inteiras. Sem falar na vida gastronômica. Posso pedir o que quiser por telefone. Coisa que não fazia ha 3 anos por conta do fim de mundo onde morava em Salvador. Meu bairro é extremamente bem servido. Minha rua é bem residencial, mas o bairro é cheio de serviços. Uma graça. Bom, a graça termina nas malditas ladeiras que tem por aqui. Colossais. Algumas só consigo descer. Se ousar subir chego morta lá em cima. Mas é um lugar bem legal.

Queria falar sobre o lindo show do Otto no Auditório Ibirapuera que eu fui logo quando cheguei aqui, mas foi algo indescritível. Só estando lá :D .

Por enquanto é só.

Being Erica, etc.

Deixando o assunto música um pouco de lado pra variar, vou comentar sobre esta série canadense que comecei a ver recentemente.

A vida de Erica não é que ela sonhava quando era mais jovem. Não tem o trabalho dos sonhos, não tem sorte em seus romances e sua família pega no pé por conta disso tudo. Eis que um dia ela conhece um “terapeuta” (Dr. Tom) diferente. Um cara misterioso que sugere poder resolver todos os seus problemas, basta ela querer. Ela topa o desafio e o tal senhor a manda para o passado em todas as situações em que Erica disse ter tomado más decisões, o que causou todos os problemas atuais. Ela pode então refazer sua história mudando suas atitudes do passado e aprendendo com elas.

Dr. Tom é um personagem sensacional. Sempre tentando mostrar pra tonta da Erica o óbvio que esta diante de sua cara, mas que seu orgulho a impede de ver. Em determinados momentos ele a faz ter tanta humildade que chego a ficar com pena da moça :P . Ele também tem sempre uma citação interessante que faz parte do contexto da história. Normalmente de filósofos e poetas, mas algumas vezes já fez citações inusitadas como uma vez que citou uma fala de Matrix. Abaixo uma das citações que ele fez que eu quase me desmancho (fica mais fácil de entender no episódio mas enfim).

being_erica

Michael Riley, o Dr. Tom.

Erica também é uma personagem interessantíssima. Longe de ser uma pobre injustiçada, ela sabe quando comete um erro e não tem vergonha de admiti-los, mas também peca muito em suas escolhas por ver muito superficialmente a questão dos problemas. Age muitas vezes com uma paixão exagerada, mas ela não teria seu charme se não fosse assim. Paga micos indescritíveis o que faz a série não ser meramente dramática. Alguns momento são de rolar de rir.

Erin Karpluk, a Erica Strange.

Há uma tênue linha que me separa da mais pura felicidade e da tristeza profunda.

Pensamentos rândomicos #2

- Ando relativamente ociosa no trabalho. Vou desenvolver um sistema mas o ambiente de homologação  não esta pronto, então fico aqui sem fazer nada. Aliás, fico ouvindo música. Vou aproveitar pra escrever + bobagens.

- Ao contrário do que eu deixei parecer no post sobre Gonzaguinha eu não sou nenhuma sentimental boboca besta patética… já falei boboca? Meu apelido na verdade é coração-gelado. Rá!

- Vou começar a escrever sobre meus álbuns favoritos da década. Mas a ordem não vai seguir nenhuma lógica porque gosto de vários na mesma intensidade. E não vai ser nada conceitual. Vai ser o que eu mais curti. Não tô nem aí se foi relevante pra música ou não. O primeiro que vou comentar vai ser o Sea Change do Beck.