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Face Down In The Right Town – Earlimart

Earlimart é uma banda que comecei a escutar porque Elliott Smith é citado como um som parecido com o da banda. E parece mesmo. O álbum “Everyone Down Here” por exemplo, tem várias músicas com características do Elliott.  Mas o vídeo abaixo é de uma do álbum Hymn And Her (2008) que não tem muito do som dele. Essa parece mais com Grandaddy (hehe). Muito viciante. O som é bem feito e cresce a cada audição.

5 coisas que eu adoro no Grandaddy

grandaddy

1) Adoro os barulhos feitos com o teclado e os sintetizadores

2) Adoro a voz do Jason Lytle e seu “sotaque paulista” quando canta “You don’t have to be alone anymorrrrrrrrrre”

3) Adoro quando eles no meio do álbum dão a louca e tocam punk rock descompromissado e sem regras.

4) Adoro eles não terem estilo definido. Caminham por diversas vertentes.

5) Adoro o fato deles terem feito turnê com o Elliott Smith em 2000. =P

Só tem uma coisa que eu odeio neles: Eles acabaram com a banda em 2006. Detalhe que eu escrevi no plural, mas o Jason Lytle é o líder da banda e provável responsável pela maior parte do trabalho. Não é a toa que seu álbum solo é tão bom quanto os álbuns do Grandaddy. Banda mais subestimada dos anos 2000! Entraram pra minha seleta lista das queridinhas.

Teclas Pretas

Por acaso resolvi ler a revista Muito que vem todo domingo no jornal A Tarde. Folheando-a eis que vejo uma entrevista com Glauber Guimarães (ex-Moskabilly). Eis que no meio das palavras encontro o nome Elliott Smith. Descubro que o vocalista de uma das melhores bandas que Salvador já teve é fã confesso do meu maior ídolo. Continuo a ler a entrevista com o coração na mão.

Teclas Pretas é o nome do (não tão) novo projeto do músico junto com Jorge Solovera (guitarrista escroto e produtor). Eles gravaram um EP em 2006 com outros participantes, mas fixo mesmo só os dois. Eles gravaram recentemente outro EP entitulado “Nó dos mais gravatas”. Após ler a entrevista fui correndo atrás deste material. Na verdade, ja tinha na minha máquina por indicação do Tarcísio (que não mencionou a influência de Elliott mesmo sabendo que eu sou fã do sujeito. Shame on him =P) mas não tinha escutado ainda. No começo da audição (faixa “Show de calouros“) fiquei impressionada com a influência que o Elliott Smith exerce em Glauber. Ele é realmente fã do meu amoreco. Mais pra fase X.O. e From a basement on the hill. A era mais “barulhenta” e urbana. E o jeito de cantar, lógico. Muito diferente da malemolência de Moskabilly. Uma grata surpresa. Quem diria que encontraria aqui em Salvador algum trabalho desse tipo.

Teclas Pretas EP

Eles não são apenas influênciados pelo Elliott. Como falou Glauber na entrevista, são influênciados também por Ivan Lins da década de 70 e  outras coisas. Achei parecido com Jupiter Maçã também. A psicodelia na faixa “Cidade subtraída [e os perigos do sonambulismo filosófico]” me faz fazer esta comparação. A música tem até um clipe bem interessante. Dentre as músicas que mais gostei do EP oolalaquizila esta “Mi amigo juan” (Solovera cantando) , o lindo cover de “A day in the life” e “Ataque das Pessoas Marionetes”. O que me deixa feliz é que o troço é bom mesmo! não é simplesmente porque tem influência do homem que eu mais amo nesse mundo. This city is not killing me anymore! :D . Agora é esperar que eles queiram fazer shows :P .

Para escutar as músicas é só baixar aqui. Tem também o Myspace e se quiser ler a entrevista na revista Muito é só acessar aqui.

Recomendo muito! :D