Estou muito relapsa. Ando escutando poucos álbuns novos, conhecendo poucas bandas. E não fico chateada porque acho que isso seja uma obrigação, mas sim porque quando escuto coisas novas e me apaixono por bandas que nunca ouvir falar me transformo, me sinto bem, fico feliz. E quando isso não acontece minha cabeça fica tomada por pensamentos ruins. Enfim. Preciso voltar a ativa.
Descobri recentemente a coletânea “Dark Was the Night” (2009) que foi contemplada pela dupla de guitarristas do The National como um projeto beneficente em pró da luta contra a AIDS. Mais informações você pode ler neste blog aqui. A lista de faixas é composta por covers e músicas inéditas executadas por um seleto grupo de bandas e compositores. Quase todos fazem parte da minha playlist diária como Spoon, National, Arcade Fire, Bon Iver, Yo la Tengo, Antony Hegarty e Stuart Murdoch. Tem também My Morning Jacket, Feist, Cat Power. Enfim. Um time que não te decepciona.
Eu cheguei a esta coletânea assistindo ao filme “Um sonho possível”. No início do filme, uma cena bem simples e bonita é embalada por um cover igualmente simples e sublime de Cello Song do Nick Drake. O cover foi gravado por The Books e José González e você pode ouvir aí embaixo. Me fez ganhar o dia.
Tem um sujeito carioca que converso pela net. Conheço pouco da vida dele. Nossas conversas resumesse a música. Depois do primeiro contato com “Oi” as primeiras perguntas são sempre “já escutou tal álbum”. É praticamente um intercâmbio científico musical. Detalhe que discordamos de praticamente tudo. Principalmente qual é o melhor álbum do Wilco. Mas há sempre as exceções. A última foi Céu que ele me indicou.
Nunca tive instiga pra escutar Céu porque imaginava que seria a mesma coisa que se tem por aí nessas cantoras hype da MPB tipo Vanessa da Mata, Maria Rita, etc. E eu não tenho muito saco pra isso. Apesar de não achar totalmente tóxico. Mas Céu não se encaixa na mesmice. Mesmo dizendo que não se ofende em ser classificada como MPB, o som que ela faz esta longe da tradicional música que ouvimos nas rádios. Normalmente curto músicas lentas que fazem “barulhinhos” legais. Aqueles barulhinhos feitos por aparelhagem eletrônica que fazem uma música sem graça ficar legal. E foi isso que mais me agradou neste álbum. Céu vai além do samba e MPB. Seu segundo álbum (o que comecei a ouvir) pode dar uma má impressão com a faixa de abertura. Um samba simples só com voz e cavaquinho. Mas em Cangote da pra ter total noção das boas misturas que ela e sua equipe conseguiram fazer. Sonâmbulo, uma espécie de “rap gingado”, é outra faixa que demonstra bem diversidade do disco que tem jazz, reggae e outras coisas que eu mal sei descrever. É uma álbum bom pra relaxar. Para dias que você esta sozinha em casa (sempre) e quer ficar na cama olhando pro teto (só eu faço isso provavelmente).
Posted in ando ouvindo on 12/01/2009 01:06 am by Tatiana
Vou falar um pouco mais sobre coisas boas da terra. O novo álbum do Otto primeiro foi lançado no exterior (EUA) pra depois de ser elogiado por lá vir a ser comentado por aqui. E foi num desses comentários que fiquei muito curiosa e fui escutá-lo. Mesmo adorando o sotaque dos cantores pernambucanos nunca parei pra escutar este sujeito. E foi muito bom escutar este álbum e gostar logo de cara. Um instrumental impecável, letras poéticas, arranjos sensacionais e uma forma de cantar avassaladora. As participações especiais que incluem Céu, Julieta Venegas, Lirinha e Catatau deixam o álbum mais especial ainda. Abaixo uma mostra do que é este álbum. Que guitarra e que vocal inspirado do Otto. Vício na certa.
Posted in ando ouvindo on 10/31/2009 04:00 am by Tatiana
Dona Maíra me recomendou outro dia a banda de nome engraçado Built to Spill. Eles lançaram um álbum este ano chamado “There is no Enemy” e eu comecei por ele mesmo apesar da banda estar em atividade desde 1992 e ter ao menos 3 álbuns muito bons nos anos 90 se você levar em consideração a opinião dos malas do RYM. Vou ser bem sucinta sobre o There is no enemy. Ele é o tipo de álbum que faz barulhinhos legais meio Flaming Lips, daí faz uma coisa meio Pink Floyd e meio Grandaddy também. Não é nada original, mas muito bom pra ouvir quando você tiver afim de dedicar um tempo pra ouvir uma coisa legal sem ser interrompido. Tem baladinha, tem rokão, tem psicodelia. Tem um montão de coisas boas.