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Soviet Kitsch – Regina Spektor

Cada dia que passa tenho mais certeza que não deveria ter um blog. Eu não sei escrever. Não sei descrever como as horas passam rápido quando escuto esse álbum da Regina. Não sei falar sobre esses arrepios que sinto quando escuto as “batucadas” de “Poor Little Rish Boy” e como fico ansiosa ao esperar que “Ode to divorce” comece (não sei porque aqueles segundos de silêncio antes =)). Difícil explicar como é me controlar no meio da rua quando escuto “Carbon Monoxide”. Fico com uma vontade imensa de sair cantando “Walk-a,walk-a, walk-a, walk-a, walk-a, walk you home” nas alturas. Que música, que melodia. Ainda tem a fofíssima “Us” pra dar aquela sensação de que sem música pop não conseguimos viver. A única vez que escutei a voz da Regina Spektor foi na sua música mais famosa aqui no Brasil (Fidelity), e eu não tinha reparado de como era linda. Talvez por ser uma música mais complexa, diferente das desse álbum que são mais cruas. Até na punkzinha “Your Honor” deixa claro a versatilidade do vocal da moça.

Que capa é essa, brotha?

Que capa é essa, brotha?

Engraçado o fato do show da Regina Spektor ter sido anunciado apenas 1 semanas após eu ficar completamente encantada com o Soviet Kitsch. Apesar de que provavelmente não vou porque estou completamente revoltada com esse festival ridículo que esta cobrando um valor absurdo. Mas isso já é outro assunto.

Aqui tem um vídeo da Regina tocando “Real Love”. E ela tocando “Chemo Limo” provando que ao vivo é fantástica. A mocinha é legal, viu!

Bom, acho que no final consegui escrever “alguma coisa”. Esse blog esta abandonado por puro bloqueio mental.

Favoritos da década [Parte 1]

sea changeBeck – Sea Change – 2002

Violão, batidas de bateria espassadas e orquestra de violinos. Basicamente o Sea Change é isso. Músicas calmas com Beck cantando divinamente. Conheço pouco de Beck, mas esse álbum faz qualquer um virar fã deste sujeito. É bom desde a primeira audição. Trilha sonora perfeita para dias tristes e chuvosos. Lembro que quando escutei Lonesome Tears eu repeti a audições várias vezes. O final apoteótico com a orquestra é lindo. The golden age, Lost cause e Sunday sun são outras que estão no topo das favoritas. Mas digo com toda certeza que você não vai pular nenhuma faixa. Ah, e as letras são fofíssimas.


Beyond

Dinosaur Jr. – Beyond – 2007

Quando comecei a ouvir Dinosaur Jr. eu percebi que eles gostam de deixar um clássico em cada década que passam. Tem lógica né? Foram importante para os anos 80 gravando o You’re Living All Over Me e nos anos 90 deixaram o Where You Been (que eu gosto bastante mas acho que nem é classificado como clássico pela mídia “especializada”). Não poderiam ficar fora desta década afinal alguem tinha que lembrar como é que se faz rock de verdade. E tinha que sair das mãos fantásticas de J. Mascis. O cidadão que mais faz solos fodas. Impossível não se viciar em This Is All I Came to Do e não fazer air-drumming em It’s Me. Mais uma vez digo: Não vai pular faixas.