Posts Tagged ‘2000’s’

Destilando o ódio

Chega de amor. Chega de paixão. Vamos ao ódio. Ao desprezo.

Lista de coisas insignificantes desta última sequência de 10 anos.

1) Arctic Monkeys – tão fraquinho que chega a dar dó. Fico meio puta por eles fazerem tanto sucesso e desencadear outras tantas bandas ruins da Inglaterra. Lá que é a terra que sai tanta coisa boa também exporta coisas chatas e insuportáveis. Essas coisas chatas que me fizeram buscar coisas lá no EUA. Acabei percebendo que os americanos são mais ousados. Triste perceber isso. É tudo culpa dos Arctic Monkeys. Hehe.

2) Interpol – Puta que o pariooooo! Banda mais chata do planetaaaaaaaaaaaaaa. Todas as músicas iguais pra mim. Ouvi várias vezes porque tava indo pra Sampa na época do show. Meu Deus. Não aguentei.

3) Beirut – òóóóó. Tão fofo o sujeito né (e bebum)? Mas a música… dá não. Chata pra caraleo. Adoro música criativa com muitos instrumentos mas esse cara eu não engoli.

4) Animal Collective – Sem comentários. Modernidade demais pro meu gosto. Daqui a 100 anos que sabe. Mas até que as 5 músicas do novo EP deles é legal hein? Haha. Mesma modernidade exacerbada de sempre, mas pra quem gosta de pirar de vez em quando serve.

5) CSS – Alguém me explica o endeusamento desta bendita banda? Tanta coisa legal no Brasil pra logo esse lixinho ganhar o mundo? Meu Elliott do inferno.

(Foto do Animal Collective… pose estilo “somos tão cool. sejam loucos também. a vida é colorida. deixa pirar o cabeção galeraaaaa”)

Tenho outras mas quero continuar amiga de algumas pessoas. =D

Favoritos da década [Parte 4]

Teenage Fanclub – Howdy! – 2000

teenage_howdy

Colocar este álbum na lista dos melhores da década é praticamente uma obrigação. Se álguem me perguntar qual é minha banda favorita é bem capaz deu responder Teenage Fanclub (tirando Elliott Smith e Nick Drake que estão num topo inalcançável). Mesmo eu tendo outras bandas que eu gosto tanto quanto eles, eu gosto de pensar que eles são meus favoritos. Mais ou menos isso =P.

O Howdy! é um álbum bom. Não tem tantos hits como um Bandwagonesque ou Grand Prix da vida mas tem músicas ótimas como I Need Direction e Near You que tem um refrão sensacional – “I get near you but I never seem to reach you“. Dumb Dumb Dumb tem o melhor riff do álbum. Foi uma das primeiras músicas do Teenage Fanclub que fizeram me apaixonar pela banda. O coeficiente de doçura é bem elevado. My Uptight Life também encabeça as favoritas. Eu gosto do vocal do Raymond (marido número 5) sim =P. I can’t find my way home também é legal.

É um álbum pra quem é fã de Teenage Fanclub. Normalmente o que os críticos dizem é que não é um bom álbum porque não tem isso e aquilo, eles são repetitivos e bla bla bla. Dane-se. Eu gosto e recomendo. Por mim eles não mudam a fórmula nunca.

Detalhe: Achei uma foto minha que tirei quando comprei o CD do Howdy! Que demente.

tatiana_howdy

tópico atualizado.

Favoritos da década [Parte 3]

The Cribs – The New Fellas – 2005

The new Fellas

Nenhuma outra banda me faz me sentir tão jovem como The Cribs. Jovem no sentido de não procurar muito sentido pra gostar das coisas e não estar nem aí se você já esta muito velha pra escutar bandas de meninos que usam all star. Mas The Cribs não é uma banda qualquer, sem qualidade ou sem sentido. Muito pelo contrário. Pra mim The Cribs esta na lista das 5 bandas mais subestimadas dos últimos anos (acho que tenho tara por bandas subestimadas).

The New Fellas é o segundo álbum deles. É um daqueles álbuns que possui riffs sensacionais capazes de grudar na sua mente por uma eternidade. Apesar da descabida comparação com Strokes (Talvez no primeiro álbum. E só um pouco), os irmãos Jarman fazem punk rock mais comparável a The Clash. Ora o vocal bêbado do Ryan, ora o vocal mais agressivo do Gary, ora todos cantam seus uô uô uô’s. The New Fellas é um álbum recheado de hits que deixam qualquer álbum do Arctic Monkeys com vergonha. Mirror Kissers é um exemplo de hit absoluto com sua introdução barulhenta incabível de descrição. É a melhor do disco sem dúvida.

Além disso as letras (sempre as letras, eu me preocupo com letras ok?) são mais críticas que a maioria das bandas atuais que limitam-se a escrever letras de amor. Tem romance? Até tem. A fofíssima It was only love. Mas não limitam-se a isso. As letras são recheadas de reflexões e questionamento sobre a vida fútil alheia. Mas neste álbum específico deles as letras não são o maior forte. Diferente de “Men’s Needs, Women’s Needs, Whatever” e o novo álbum “Ignore the ignorant” que tem letras de “protestos” bem interessante. Vale uma observação: A banda que antes era composta pelos irmãos Jarman conta hoje com mais um integrante que é nada mais nada menos que Johnny Marr. Isso mesmo: Johnny Marr.

MySpace The Cribs

PS: Minha ideia era falar sobre mais de um álbum por parte na lista dos meus favoritos, mas como tô falando muita bobagem e esses dois últimos foram de bandas do coração, vai ficar assim mesmo. As vezes um álbum, as vezes dois ou três. Enfim.

Favoritos da década [Parte 2]

Morrissey – You Are the Quarry – 2004

morrissey

Este álbum não é só apenas um dos meus favoritos desta década como também é meu favorito do Mozão. Ele não é propriamente um clássico da música levando em consideração as melodias que são extremamente “simples” e pops capazes de agradar qualquer cidadão comum (que de fato agradou), mas tem letras fortes que é o que mais gosto nele.

Mesmo ele sendo meu compositor favorito, não tem nenhum álbum do Morrissey que eu goste de 100% das músicas e esse não é diferente. Mas é nele que eu gosto da maioria e piro com determinadas frases que ele escreveu. Em Let me kiss you ele solta “Close your eyes and think of someone you physically admire and let me kiss you”. O que eu gosto do Morrissey é essa capacidade de “advinhação” que ele tem. Ele escreve as vezes sobre o que ele nem sabe e consegue ser genial (digo isso porque em Wide do receive do álbum Maladjusted ele escreve sobre alguem que se apaixona pela internet e ele mesmo disse que não usa computador mas que acha interessante isso acontecer =P). Também adoro a raivosa “The World Is Full of Crashing Bores” onde ele descarrega um certo ódio que as vezes soa até engraçado já que ele se auto inclui na lista das pessoas chatas (ele é o chato mais legal do mundo).

Se este álbum não é um clássico ele ao menos deixou uma música que pode ser considerada um clássico: “First Of The Gang To Die”. Essa música tem uma característica épica incrível e nem parece que foi feita nesta década. Parece mais uma música “oitentista” se não fosse a modernidade da melodia. A propósito, é a primeira música que ele toca no DVD “Who put the M in Manchester” pra delírio das pessoas.

“I Have Forgiven Jesus”, “How Can Anybody Possibly Know How I Feel?” e “You Know I Couldn’t Last” são outras que carregam a carga emocional característica do Morrissey que fizeram este álbum ser meu favorito.

Why did you give me so much desire?
When there is nowhere I can go
To offload this desire?
And why did you give me so much love
In a loveless world
When there is no one I can turn to
To unlock all this love? (I Have Forgiven Jesus)

Favoritos da década [Parte 1]

sea changeBeck – Sea Change – 2002

Violão, batidas de bateria espassadas e orquestra de violinos. Basicamente o Sea Change é isso. Músicas calmas com Beck cantando divinamente. Conheço pouco de Beck, mas esse álbum faz qualquer um virar fã deste sujeito. É bom desde a primeira audição. Trilha sonora perfeita para dias tristes e chuvosos. Lembro que quando escutei Lonesome Tears eu repeti a audições várias vezes. O final apoteótico com a orquestra é lindo. The golden age, Lost cause e Sunday sun são outras que estão no topo das favoritas. Mas digo com toda certeza que você não vai pular nenhuma faixa. Ah, e as letras são fofíssimas.


Beyond

Dinosaur Jr. – Beyond – 2007

Quando comecei a ouvir Dinosaur Jr. eu percebi que eles gostam de deixar um clássico em cada década que passam. Tem lógica né? Foram importante para os anos 80 gravando o You’re Living All Over Me e nos anos 90 deixaram o Where You Been (que eu gosto bastante mas acho que nem é classificado como clássico pela mídia “especializada”). Não poderiam ficar fora desta década afinal alguem tinha que lembrar como é que se faz rock de verdade. E tinha que sair das mãos fantásticas de J. Mascis. O cidadão que mais faz solos fodas. Impossível não se viciar em This Is All I Came to Do e não fazer air-drumming em It’s Me. Mais uma vez digo: Não vai pular faixas.