Archive for April, 2010

Crystal Bowersox: Se fosse em 1970 Janis Joplin teria uma concorrente

Eu assisto American Idol. Mesmo com todo o preconceito em cima do programa, ele é muito mais do que as pessoas pensam. É lógico que tem as coisas toscas que todo programa americano tem, mas tem também excelentes cantores com gostos musicais diversos que sabem fazer versões lindas(as vezes isso não acontece, claro). Eu não escuto as músicas que os vencedores do programa vão gravar pelo fato de que eles sucumbem aos interesses das gravadoras. Eu acompanhei 2 edições (estou na terceira) e gostei dos dois vencedores e se eles tivessem liberdade de fazer o som deles eu provavelmente gostaria de escutar. Mas isso nunca acontece.

O fato é que esse ano eu sinto que vai ser diferente. Se o resultado deste ano não tiver como vencedora a Crystal Bowersox este programa será um fiasco pois nenhum outro chega perto do nível que a Crystal se encontra. Ela é uma artista pronta que estava perdida pelo submundo americano. Quando vemos artistas como a Crystal pensamos em como o mundo deve estar escondendo pessoas fantásticas. Além de ter uma voz incrível, transmitir emoções nas apresentação, ela tem uma personalidade incrível. Ela sempre fala com muita clareza, demonstra ser extremamente simples e nunca se mostrou superior a ninguém. Ela é uma pessoa admirável. A cada apresentação de Crystal temos plena certeza que vamos ver coisas bonitas e principalmente de bom gosto. Suas escolhas estão longe do pop pastelão (seu estilo é entre rock/folk/country) e ela toca violão/guitarra/piano divinamente. Não se trata de nenhuma wannabe. A Crystal é uma artista invejável. Eu resolvi escrever esse post porque na última apresentação a Crystal me fez chorar feito criança. E se a qualquer momento eu assistir a apresentação dela eu vou chorar novamente porque foi uma apresentação memorável. Assistam o vídeo abaixo e confirmem o que eu disse.

Dia feliz

Um dia feliz é quando você descobre que vai poder assistir ao show do John Pizzarelli em um mês. Esse é um dia bem feliz.

Dark Was the Night

Estou muito relapsa. Ando escutando poucos álbuns novos, conhecendo poucas bandas. E não fico chateada porque acho que isso seja uma obrigação, mas sim porque quando escuto coisas novas e me apaixono por bandas que nunca ouvir falar me transformo, me sinto bem, fico feliz. E quando isso não acontece minha cabeça fica tomada por pensamentos ruins. Enfim. Preciso voltar a ativa.

Descobri recentemente a coletânea “Dark Was the Night” (2009) que foi contemplada pela dupla de guitarristas do The National como um projeto beneficente em pró da luta contra a AIDS. Mais informações você pode ler neste blog aqui. A lista de faixas é composta por covers e músicas inéditas executadas por um seleto grupo de bandas e compositores. Quase todos fazem parte da minha playlist diária como Spoon, National, Arcade Fire, Bon Iver, Yo la Tengo, Antony Hegarty e Stuart Murdoch. Tem também My Morning Jacket, Feist, Cat Power. Enfim. Um time que não te decepciona.

Eu cheguei a esta coletânea assistindo ao filme “Um sonho possível”. No início do filme, uma cena bem simples e bonita é embalada por um cover igualmente simples e sublime de Cello Song do Nick Drake. O cover foi gravado por The Books e José González e você pode ouvir aí embaixo. Me fez ganhar o dia.

Frio

Frio. Gelo. Vento. Palidez.

Me sinto numa música do The Cure.