Posted in pensamentos on 02/26/2010 03:20 am by Tatiana
Post auto-destrutivo. Vou deletar em breve. É apenas um desabafo.
Antes de começar a escrever sobre o que eu realmente quero expor é impossível eu não ter que falar um pouco sobre mim. Eu estou longe de ser uma pessoa apreciadora da “felicidade exacerbada” e da geração “carpe diem”. Digo até que não sou muito otimista quando deveria ser. Também não sou gentil o tempo todo (os atendentes de telemarketing que o digam), meu humor flutua e não tenho paciência pra muita tolice que passa na televisão e pra bandas ruins. Reconheço sempre: sou um ser com muitos defeitos.
Mas vamos lá…
Como diz Cleber Machado, o mundo mudou. Ou sempre foi assim mas a internet esta cuspindo na nossa cara como nossa raça são bichos sem um pingo de semancol na garrafa (desculpa o clichê). Cada dia que passa eu percebo a hostilidade das pessoas umas com as outras em relação a gostos e opiniões. E demonstrar seu descontentamento com as coisas de forma grosseira é a mais nova mini-saia. É impressionante como ser chato e ranzinza esta na moda. Falar mal das coisas que nem se quer conhece dará a tal pessoa o status de anarquista cultural e fará dele uma celebridade online. Existem pessoas que sabem dosar bem o mau-humor e o descontentamento com o amontoado de futilidade que existe aqui, mas muitos fazem puramente teatro. Mas por que eu estou falando isso?
Esta semana a notícia que a banda “Cordel do fogo encantado” terminou caiu na rede. Recebi a notícia pelo twitter e não tive nenhum sentimento importante ao ler. Achei estranho porque pra mim era uma banda muito jovem pra acabar mas eu não sou nenhuma fã da banda. Apenas fiquei triste pois fui ao show deles e pra mim foi muito bonito ver tanta barulho feito de forma tão bem feita. Até aí normal. Daí que aparece uns malas dizendo “graças a Deus que a banda acabou” ou “agora vai ser pior porque os integrantes vão ter carreira solos e vão ser 10 coisas chatas pra ouvir”. Isso não foi uma vez só. Foram várias pessoas falando. E eu me perguntava: Mas que porra esse povo ta falando? Desde quando o Cordel é uma banda odiada ? Que “coisa tão ruim” é essa que essa banda faz? Eu simplesmente não consegui entender. Eles nunca foram uma banda de aparecer na mídia, não tocam em rádio, nunca vi em novela, então, por que? Porque ser chato esta na moda. Simplesmente isso. Você é o máximo só porque odeia os “ripongas” de Pernambuco e rotula os fãs de estudantes de Ciências Sociais de faculdade particular. São tão idiotas que falam sem nenhum conhecimento de causa. Culpam os fãs de serem chatos, lógico, porque eles não conseguem acreditar que esse pessoal nunca ouviu Pavement na vida. Isso é coisa de alguém sensato? Não gostar da banda é algo perfeitamente normal, mas comemorar o fim da banda não faz sentido ALGUM! A banda não vai dar início a nenhuma série de carreiras solos e mesmo que dessem com certeza não iam incomodar os ouvidos dessas amebas narcisistas.
Sinceramente, se ser ranziza é legal e você não pode gostar mais de nada porque você simplesmente gosta e as pessoas dizem que você gosta porque tal pessoa disse que é bom, então dane-se tudo, respeitar opinião do outro uma ova. Eu não sei porque eu me importo tanto. Quando vou ter coragem de ir pro Nepal? Quando?!!!
Posted in pensamentos on 02/17/2010 12:03 am by Tatiana
Dia 9 de março de 2010. Esta é a data da minha partida. Eu ainda não sei onde vou atracar. Estou dependendo de um amigo que esta pra alugar um apartamento. Caso não dê tempo tentarei alugar um quarto daqui ou então vou ficar um tempo num albergue até conseguir um canto fixo. Essa é a única parte chata do processo. Encontrar um teto. Primeiro porque quero ficar num lugar “decente”. Perto do centro porque como eu já conheço um pouco eu não ia ficar totalmente deslocada. Segundo que como estou em Salvador ainda, é muito difícil fechar um “contrato” daqui. Mas estou confiante que vou encontrar um lugar antes de chegar lá.
Ainda estou pensando no que fazer com meus CD’s e DVD’s. Quero leva-los mas penso no peso e no provável excesso de bagagem que terei que pagar. Estou cogitando deixar aqui e envia-los pra lá depois. Mas penso também na possibilidade disso ser complicado e eu acabar abandonando eles aqui . Acho que vou fazer uma seleção e levar os mais queridos. Ou passar para meu irmão que nem a Zooey Deschannel em “Quase Famosos”.
Posted in ando ouvindo on 02/13/2010 03:07 am by Tatiana
Fiquei mais de uma hora tentando escrever um texto sobre o Mark Kozelek e suas bandas. Red House Painters (que acabou em 2001) e Sun Kil Moon, além de sua carreira solo. Mas não consegui não sei se porque não conheço tão bem seu trabalho ou se não sei como descrever o tipo de som que ele faz (cientificamente falando ele fazia slowcore no RHP e faz country/folk no SKM). Só sei o que sinto quando escuto mas é tão dramático e meloso que eu prefiro evitar essa ladainha. A música a seguir é do Sun Kil Moon e a primeira vez que escutei eu chorei (tá vendo?). Escutem.
Posted in séries on 02/05/2010 05:06 pm by Tatiana
Deixando o assunto música um pouco de lado pra variar, vou comentar sobre esta série canadense que comecei a ver recentemente.
A vida de Erica não é que ela sonhava quando era mais jovem. Não tem o trabalho dos sonhos, não tem sorte em seus romances e sua família pega no pé por conta disso tudo. Eis que um dia ela conhece um “terapeuta” (Dr. Tom) diferente. Um cara misterioso que sugere poder resolver todos os seus problemas, basta ela querer. Ela topa o desafio e o tal senhor a manda para o passado em todas as situações em que Erica disse ter tomado más decisões, o que causou todos os problemas atuais. Ela pode então refazer sua história mudando suas atitudes do passado e aprendendo com elas.
Dr. Tom é um personagem sensacional. Sempre tentando mostrar pra tonta da Erica o óbvio que esta diante de sua cara, mas que seu orgulho a impede de ver. Em determinados momentos ele a faz ter tanta humildade que chego a ficar com pena da moça . Ele também tem sempre uma citação interessante que faz parte do contexto da história. Normalmente de filósofos e poetas, mas algumas vezes já fez citações inusitadas como uma vez que citou uma fala de Matrix. Abaixo uma das citações que ele fez que eu quase me desmancho (fica mais fácil de entender no episódio mas enfim).
Michael Riley, o Dr. Tom.
Erica também é uma personagem interessantíssima. Longe de ser uma pobre injustiçada, ela sabe quando comete um erro e não tem vergonha de admiti-los, mas também peca muito em suas escolhas por ver muito superficialmente a questão dos problemas. Age muitas vezes com uma paixão exagerada, mas ela não teria seu charme se não fosse assim. Paga micos indescritíveis o que faz a série não ser meramente dramática. Alguns momento são de rolar de rir.