Posted in ando ouvindo on 07/15/2010 01:27 am by Tatiana
Cada dia que passa tenho mais certeza que não deveria ter um blog. Eu não sei escrever. Não sei descrever como as horas passam rápido quando escuto esse álbum da Regina. Não sei falar sobre esses arrepios que sinto quando escuto as “batucadas” de “Poor Little Rish Boy” e como fico ansiosa ao esperar que “Ode to divorce” comece (não sei porque aqueles segundos de silêncio antes =)). Difícil explicar como é me controlar no meio da rua quando escuto “Carbon Monoxide”. Fico com uma vontade imensa de sair cantando “Walk-a,walk-a, walk-a, walk-a, walk-a, walk you home” nas alturas. Que música, que melodia. Ainda tem a fofíssima “Us” pra dar aquela sensação de que sem música pop não conseguimos viver. A única vez que escutei a voz da Regina Spektor foi na sua música mais famosa aqui no Brasil (Fidelity), e eu não tinha reparado de como era linda. Talvez por ser uma música mais complexa, diferente das desse álbum que são mais cruas. Até na punkzinha “Your Honor” deixa claro a versatilidade do vocal da moça.
Que capa é essa, brotha?
Engraçado o fato do show da Regina Spektor ter sido anunciado apenas 1 semanas após eu ficar completamente encantada com o Soviet Kitsch. Apesar de que provavelmente não vou porque estou completamente revoltada com esse festival ridículo que esta cobrando um valor absurdo. Mas isso já é outro assunto.
For various reasons we cannot announce all the shows at the one time, but (all going to plan) in addition to these listed below we will be squeezing in shows in Canada, Mexico and the USA as well as a trip to South America between now and the end of the year.
É. Belle & Sebastian anuncia via newsletter que vem a América do Sul no final do ano. E meu coração sem enche de alegria. Vou chorar tanto que tenho até medo.
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Vou perder o show do John Pizzarelli . A idiota não sabia de dois shows no Sesc que ele vai fazer, não ficou ligada na venda de ingressos e resultado: Esgotou (óbvio). Minha esperança é que ele volte logo já que ele curte o Brasil (ao menos a música).
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Me apaixonei por Band of Horses escutando o Infinite Arms (2010). Álbum pra escutar na estrada, ou olhando uma paisagem bonita, ou andando de bicicleta. Tem aquele ar de vida injusta também. Vocalista inspiradíssimo. É lindo.
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Sou suspeita pra falar, mas adorei o novo álbum do Teenage Fanclub. Puro sangue teenagiano. Fofo e meigo como sempre, melodias grudentas como sempre. Não tem como não ouvir e sentir vontade de apertar a bochechas dos três “mocinhos”.
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Em breve terei meu canto. Só meu. Terei minha paz, meu lugar pra ouvir minhas músicas sem fone, minha poltrona pra assistir a NOVA temporada de It Crowd. Tô feliz.
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Cacete, eu trabalho numa empresa muito legal. Espero não perder este encanto que estou tendo no início.
Estou muito relapsa. Ando escutando poucos álbuns novos, conhecendo poucas bandas. E não fico chateada porque acho que isso seja uma obrigação, mas sim porque quando escuto coisas novas e me apaixono por bandas que nunca ouvir falar me transformo, me sinto bem, fico feliz. E quando isso não acontece minha cabeça fica tomada por pensamentos ruins. Enfim. Preciso voltar a ativa.
Descobri recentemente a coletânea “Dark Was the Night” (2009) que foi contemplada pela dupla de guitarristas do The National como um projeto beneficente em pró da luta contra a AIDS. Mais informações você pode ler neste blog aqui. A lista de faixas é composta por covers e músicas inéditas executadas por um seleto grupo de bandas e compositores. Quase todos fazem parte da minha playlist diária como Spoon, National, Arcade Fire, Bon Iver, Yo la Tengo, Antony Hegarty e Stuart Murdoch. Tem também My Morning Jacket, Feist, Cat Power. Enfim. Um time que não te decepciona.
Eu cheguei a esta coletânea assistindo ao filme “Um sonho possível”. No início do filme, uma cena bem simples e bonita é embalada por um cover igualmente simples e sublime de Cello Song do Nick Drake. O cover foi gravado por The Books e José González e você pode ouvir aí embaixo. Me fez ganhar o dia.
Posted in ando ouvindo on 02/13/2010 03:07 am by Tatiana
Fiquei mais de uma hora tentando escrever um texto sobre o Mark Kozelek e suas bandas. Red House Painters (que acabou em 2001) e Sun Kil Moon, além de sua carreira solo. Mas não consegui não sei se porque não conheço tão bem seu trabalho ou se não sei como descrever o tipo de som que ele faz (cientificamente falando ele fazia slowcore no RHP e faz country/folk no SKM). Só sei o que sinto quando escuto mas é tão dramático e meloso que eu prefiro evitar essa ladainha. A música a seguir é do Sun Kil Moon e a primeira vez que escutei eu chorei (tá vendo?). Escutem.
PJ Harvey sempre foi uma icógnita pra mim. Nunca escutei direito, nunca tive instiga para isso. Mas eis que uma moça um dia disse-me: “Escute o “Songs from the city, songs from the sea”. E quando escutar “Kamicaze” lembre-se de mim”. E começou a cantar “Kamicazeeeee, kamicazeeee”. Louca.
Bom, mas foi desse jeito que a instiga bateu e fui conferir este álbum que é bem bom mesmo. Pj Harvey tem um jeito único de cantar e suas músicas vão da simplicidade a complexidade em pequeno detalhes. A música com participação do Thom Yorke é uma pérola. Linda. E “Kamicaze” sem dúvidas é um rock que fica pra “história”. Pesado e destruidor de timpanos (bom escutar bem alto).