Archive for the ‘Salvador’ Category

Shows

Quem me conhece sabe que meu programa favorito é ir a shows. Eu tenho essa necessidade de ver o artista ao vivo. Escutar a música num volume alto, sentir ao máximo os instrumentos perto de mim. Sou mais de observar do que dançar mas consigo me divertir mesmo assim. Esse ano (ainda) não foi o ano dos meus sonhos. Isso só vai acontecer quando passar um tempo lá na ilha maravilhosa. Mas foi razoável. Eu fui a São Paulo assistir ao show do Radiohead. No meio do ano, dei a louca e fui a Recife assistir ao show do Jens Lekman. Apesar de alguns traumas adquiridos lá, valeu a pena ver a coisinha de perto. Assisti a 2 shows do Retrofoguetes, um deles foi tão perfeito e impossível de descrever em palavras (no TCA). Fui a 4 (ou foram 5?) shows de Ronei Jorge e os ladrões de bicicleta e vou novamente dia 17/11 lá na Pituba no projeto “Hoje é dia de esquina”. Fui a 3 shows do Cascadura e estou indo a mais 1 neste sábado (7/11). Vi também pela primeira vez um show do Miseravão. Já estava na hora. Divertido. Fui ao show do Wry, recentemente vi os gaúchos Tom Block e Frank Jorge. Perdi Autoramas esse ano por falta de companhia. Isso é bem comum. E o último foi o Arnaldo Antunes. Acho que teve mais, mas esses foram os relevantes. Eu gosto de shows. Bom ver a mágica acontecendo.

Jenks Lekman em Recife

Jens Lekman em Recife (16/06/2009).

Teclas Pretas

Por acaso resolvi ler a revista Muito que vem todo domingo no jornal A Tarde. Folheando-a eis que vejo uma entrevista com Glauber Guimarães (ex-Moskabilly). Eis que no meio das palavras encontro o nome Elliott Smith. Descubro que o vocalista de uma das melhores bandas que Salvador já teve é fã confesso do meu maior ídolo. Continuo a ler a entrevista com o coração na mão.

Teclas Pretas é o nome do (não tão) novo projeto do músico junto com Jorge Solovera (guitarrista escroto e produtor). Eles gravaram um EP em 2006 com outros participantes, mas fixo mesmo só os dois. Eles gravaram recentemente outro EP entitulado “Nó dos mais gravatas”. Após ler a entrevista fui correndo atrás deste material. Na verdade, ja tinha na minha máquina por indicação do Tarcísio (que não mencionou a influência de Elliott mesmo sabendo que eu sou fã do sujeito. Shame on him =P) mas não tinha escutado ainda. No começo da audição (faixa “Show de calouros“) fiquei impressionada com a influência que o Elliott Smith exerce em Glauber. Ele é realmente fã do meu amoreco. Mais pra fase X.O. e From a basement on the hill. A era mais “barulhenta” e urbana. E o jeito de cantar, lógico. Muito diferente da malemolência de Moskabilly. Uma grata surpresa. Quem diria que encontraria aqui em Salvador algum trabalho desse tipo.

Teclas Pretas EP

Eles não são apenas influênciados pelo Elliott. Como falou Glauber na entrevista, são influênciados também por Ivan Lins da década de 70 e  outras coisas. Achei parecido com Jupiter Maçã também. A psicodelia na faixa “Cidade subtraída [e os perigos do sonambulismo filosófico]” me faz fazer esta comparação. A música tem até um clipe bem interessante. Dentre as músicas que mais gostei do EP oolalaquizila esta “Mi amigo juan” (Solovera cantando) , o lindo cover de “A day in the life” e “Ataque das Pessoas Marionetes”. O que me deixa feliz é que o troço é bom mesmo! não é simplesmente porque tem influência do homem que eu mais amo nesse mundo. This city is not killing me anymore! :D . Agora é esperar que eles queiram fazer shows :P .

Para escutar as músicas é só baixar aqui. Tem também o Myspace e se quiser ler a entrevista na revista Muito é só acessar aqui.

Recomendo muito! :D